quarta-feira, 24 de abril de 2013

Projeto Viver Bem

Tchauzinho, torta de nutela.

Semestre acabou, minha alimentação bonitinha voltando. E já passei do tempo — e da idade de ficar descontando minhas frustrações na comida, isso é coisa do passado e não é aconselhado a ninguém, qualquer que seja a idade. Além disso, passei por uma crise horrorosa de dor no estômago e acho que por motivos emocionais, mas que piorou muito graças à minha alimentação desregrada. E como se não fossem poucos os motivos, tenho uma mãe, um pai e um irmão a quem dar exemplo. 
Comecei retirando coisas como café, chocolate e excesso de açúcar da alimentação, trocando por iogurte, leite desnatado e chá. Sempre consumi esses últimos, mas convenientemente trocava para ~agradar o estômago~ em épocas de estresse. Acrescentei granola, mais frutas e troquei as farinhas brancas pelas integrais. Já evitava, agora não pretendo nem escorregar de vez em quando. Não acredito que o radicalismo funcione, é preciso força de vontade e saber o porque começar uma alimentação melhor. Só por ouvir no Bem-estar ou porque alguém falou que é mais saudável nem sempre dá certo, a mudança deve vir de dentro.
Sou uma pessoa não muito amiga da academia, não pelos exercícios, mas pelos equipamentos de tortura. Prefiro gastar minhas calorias em atividades aeróbicas ou algum esporte, mas vou ter que me contentar com o que tenho. Depois pretendo andar na areia da praia, bem devagar enquanto não me acostumo, e procurar aulas de boxe ou alguma dança. Enfim, bem aos pouquinhos. Com o tempo vou postando minhas descobertas e avanços por aqui.
Quando o semestre recomeça e as coisas começam a ficar puxadas, dá bastante trabalho e falta tempo, só que dessa vez vou tentar conciliar tudo e tomar mais cuidado com a minha saúde. Afinal, também preciso cuidar de mim antes de cuidar dos outros.

7 coisas


Um tempão atrás as meninas Amanda  e Aline me indicaram pra fazer esse meme, e como estava naquela correria toda que vocês já estão cansados de ler, só consegui fazer agora. E, finalmente agora, as coisas vão andar aqui no blog. Amém.

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Escolher uma profissão da área de saúde e trabalhar nela com muito prazer, seja ela qual for;
2. Ter a minha casinha e conseguir morar bem;
3. Fazer um curso de fotografia decente;
4. Viajar por todas as regiões do Brasil;
5. Estabilizar a parte financeira para conseguir o que quero sem ter que interromper sonhos (muito forte isso);
6. Ter um trabalho relevante para a saúde pública;
7. Ter meus filhinhos e criá-los direito rs.
7 coisas que eu mais falo:
1. "Aff";
2. "Tô como fome";
3. "Ôh, gente...";
4. "...né não?";
5. "...entendeu?"
6. "Você que sabe" (infelizmente, sim);
7. "Tá certo".
7 coisas que faço bem:
1. Nada;
2. Ficar com vergonha/ ansiosa/ nervosa perto de algo importante;
3. Lidar com dinheiro (nunca pensei que fosse dizer isso, mas sim! Mão de vaca, inclusive);
4. Interpretar textos (a maioria, pelo menos);
5. Bagunçar o quarto durante a semana e arrumar na sexta ou no sábado (nem parece a mesma pessoa);
6. Fazer cara de paisagem;
7. Aprender assuntos de fotografia (só falta estudar mais).
7 coisas que não faço:
1. Fumar;
2. Rasgar dinheiro;
3. Ficar de mimimi pra conseguir o que quero;
4. Comer pastel, acarajé, buchada... e beber refrigerante;
5. Maquiagem todos os dias;
6. Sair sem tomar café da manhã ou pelo menos comer alguma coisa;
7. Sair de fininho no meio de uma discussão, briga ou qualquer coisa.
7 coisas que me encantam:
1. Crianças dando risada nhaa;
2. Minha mãe;
3. Gente que abraça de verdade;
4. O riso do meu namorado;
5. Barulho de chuva;
6. Cheirinho de limpeza;
7. Fazer as pazes e estar de bem com alguém e com a vida.
7 coisas que não gosto:
1. Gente mentirosa;
2. Preconceito (mesmo que todo mundo tenha os seus);
3. Cheiro de cigarro e fritura;
4. Desperdício;
5. Esperar;
6. Quebrar a cara com alguém;
7. Acordar tarde.
O último item pedia pra escolher 7 blogs pra fazer o meme, mas estou tão perdida da blogsfera que nem sei mais quem respondeu ou não. Então, gente fofa, escolham a vontade quem não tiver feito e se deliciem respondendo esse trocinho.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nankurunaisa — e seguir em frente


Tudo o que a gente quer na vida é mudar. Talvez não seja realmente tudo, e muito provavelmente esse "a gente" não se encaixe aqui. E, quem sabe, nem deveria ter começado o texto escrevendo assim. Pode ser até que esse texto nem combine com as alterações que estou propondo por aqui, mas era só pra dizer algo que faz o maior sentido no momento: mudança. 
Certa vez, durante a seleção do estágio que participei meses atrás, uma menina falou algo que achei tão pertinente que fiz o favor de escrever nas notas do celular e só lembrei agora porque quase apaguei tudo. Ela disse em meio às discussões sobre o SUS que "a única coisa que não muda é que tudo muda". Não lembro o nome, talvez o rosto dela, não sei nem qual foi o dia que isso aconteceu. Sei que anotei, e logo depois, durante uma das aulas da professora carrasca, ouvi dizendo que "por mais que os caminhos sejam difíceis, não se para no primeiro tropeço" e fiquei o dia inteiro avaliando essas frases. Depois veio uma aula de epidemiologia, que tinha um professor diferente a cada semana, e justo na semana da professora mais fofa, aprendi uma palavra japonesa que diz respeito à tudo isso aí em cima: Nankurunaisa. E fiquei martelando isso na cabeça por tanto tempo que nem sei. Fiz umas pesquisas e descobri que nankurunaisa vem de um dialeto e significa "tudo dará certo no final". Meu lado supersticioso não me permitiu apenas ficar quieta, sem futucar tudo e achar que era muita coincidência para ser verdade. Tudo bem que as coisas não aconteceram exatamente nessa ordem, mas vieram exatamente quando mais precisava acreditar em alguma coisa que me dissesse que essa dor de cabeça toda tem um propósito. E agora todo mundo me acha maluca.
De tanto que esses problemas mexem com meu sono, só fico pensando e falando em coisas relacionadas à faculdade. E me acho bem adolescente terminando o ensino médio toda vez que percebo que ainda não faço ideia de qual carreira escolher pra minha vida. E piora ainda mais quando vejo que sonhei algo que está, no momento, bem longe do meu alcance. Deixo esses pensamentos tomarem conta de mim e só durmo depois de esgotar a mente pensando nisso. Então me acho ainda mais guria.
Sei que não achei solução alguma depois de descobrir as frases ali de cima, sei que continuo na mesma indecisão de sempre. E sei também que semestre que vem vou descobrir e associar outras frases ainda mais coincidentes, e é por isso que não estou mais tão assustada quanto antes. As mudanças vêm daí, de descobrir um pouco mais cada vez que dou um passo à frente, seja ele um estágio na secretaria de saúde ou um curso de férias que parece meio sem sentido. É cada vez que volto pra casa em um ônibus lotado depois de um dia cheio e ainda procuro forças para estudar, mesmo que não saiba para onde seguir. É ouvir de gente que mal me conhece que, já que tenho a chance, posso escolher medicina porque "é a melhor profissão". Descubro a mudança em mim cada vez que ignoro a pressão que ninguém nunca tinha colocado sobre mim antes dessa história começar, e vou mudando um pouquinho mais cada vez que percebo estar apaixonada pela pessoa que eu quero ser, mesmo que não saiba qual profissão ela vai seguir. Porque ela está cada vez mais determinada, e isso não muda tanto.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

4/18- O pior semestre de todos

até aqui, porque dizem que depois piora (e eu concordo).

Não tirei muitas fotos, então faz de conta que sou eu encarando meu horizonte, ok?

Nem lembro mais exatamente em que mês ele começou, sei que já tinha promessas de ser aterrorizante. Tive um probleminha com disciplinas no semestre anterior e tive que completar minha carga horária nesse, pegando 2 disciplinas a mais e isso foi motivo suficiente para me encher de dor de cabeça desde a primeira semana de aulas. Sim, foi o semestre com mais recessos: teve parada pro natal, pra carnaval, pra semana santa e pra tudo quanto é folga entre novembro e abril. O que só tornou tudo ainda mais difícil, pois a cada pausa era como se o final dele já estivesse chegando, quando os professores nos enchiam de trabalhos e provas e a agonia só acabava quando era o dia de viajar.
Dificuldades à parte, sei que foi nesse semestre que aprendi um pouco mais e me permiti desenvolver um lado meu que não tinha certeza se queria ter. Acabei me dedicando muito mais aos estudos para compensar as possíveis notas baixas que viriam, consegui organizar os cadernos e só me perdi um pouco lá pro finalzinho, quando os trabalhos se acumularam e perdi várias noites seguidas para conseguir dar conta de terminá-los. E na pausa para o carnaval, que talvez tenha sido uma das mais difíceis, não consegui voltar ao ritmo por pelo menos duas semanas depois que cheguei de viagem. Coincidentemente, foi quando tudo começou a desandar.
No quarto semestre me percebi um pouco mais responsável, em dias com as tarefas de dentro e de fora da universidade, mas em compensação larguei o grupo de pesquisa do qual era voluntária para tentar a sorte no estágio da Secretaria da Saúde (piscando de medo de não conseguir passar e perder a bolsa que já estava nas minhas mãos). Deu tudo certo no final, quase que não dá, mas deu. E agora estou aqui, exausta, aproveitando minha primeira semana de férias para dormir tudo o que não consegui durante a última semana do semestre, que talvez tenha sido pior que o semestre inteiro.
Agora só restam mais dois semestres para concluir o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, aguardo minhas notas saírem e ver o quanto preciso correr atrás para conseguir meu objetivo- que nem sei direito qual é. Aliás, chorei por isso na penúltima aula: a professora mais carrasca (é o que dizem) passou um vídeo sobre ir atrás dos sonhos, e eu desandei a chorar porque estava indo atrás de uma coisa que nem sei o que é. Enfim, faltam só mais dois semestres para acabar essa loucura e decidi ficar sem comer chocolate até lá. Desejem-me boa sorte.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dias atípicos

Mais uma vez aqui, desobedecendo minha lista de tarefas e alterando a ordem de posts. Isso só porque constatei que escrever no blog faz falta, mesmo quando não tenho pauta ou quando os textos saem uma porcaria. Aqui é um lugarzinho de aconchego que pode não fazer sentido, mas merece um tantinho de cuidado. E se tem uma coisa que não ando fazendo nos últimos tempos é cuidado de mim mesma.
Enfim, já estou esperando tudo de impossível desse tenebroso fim de semestre, inclusive dias cheios de reviravoltas e piadinhas pra contar pra mãe na ligação durante a janta. Os dias mais peculiares são as quartas-feiras, quando tenho três (isso mesmo, 3) aulas e ando de campus em campus desde as sete da manhã e só volto pra casa depois que começa a novela das nove. Nesses dias, ainda bem, sempre tem algum momento fora de contexto que rende uma história boa no final. Como se fosse uma dose de tranquilizante, algo pra acalmar no meio dessa turbulência toda.
Dessa vez começou cedo, já na segunda. Passei o final de semana matando a saudade da família e joguei os estudos e trabalhos pra cima, tendo que recolher tudo de volta na segunda e não deu tempo de ir pra aula. Na terça passamos o dia estudando para uma prova-- que foi adiada mais uma vez-- e para apresentar mais um trabalho, voltamos pra casa quase onze da noite. Tive que me virar pra dar conta de lavar o cabelo, estudar e fazer os trabalhos do dia seguinte e  ainda fazer um bendito arroz doce pra um bendito seminário. Parece coisa de ensino fundamental, mas é só uma disciplina comum.
Aí vocês acreditem que ninguém aqui nunca fez arroz doce, muito menos na madrugada, e só fiz essa introdução gigante para depois passar a receita dessa deliciosa iguaria para vocês:

São necessárias 3 xícaras de arroz branco, uma panela enorme cheia de água e uma pessoa pra inverter as medidas da receita pra você. Lave e escorra o arroz e jogue-o na panela quando a água estiver fervendo. Vá para a sala estudar e só lembre de voltar à cozinha quando o cheirinho de queimado empestear a casa toda, em seguida retire a parte do arroz que não foi atingida e lave a panela. Depois acrescente o leite, perceba que vai derramar e divida o volume com outro recipiente. Acrescente o leite condensado, o leite de coco, siga mexendo para não grudar no fundo e só perceba que está pronto quando ficar cremoso demais. Enquanto isso, ria, mas ria muito. A receita só dá liga se preparada depois das 2 da madrugada. Provamos umas colheradinhas depois de pronto e ó: ficou uma delícia. A boa é que teremos uma sala inteira de 50 pessoas (a receita deve render uns 20 copinhos, no máximo) como cobaias.

Quando fui dormir já era pra lá das quatro da manhã, e só não falo que estou acampando na sala porque meu quarto está inabitável para não passar vergonha. Acordei atrasada, com um céu lindo e azul me encarando pela janela enorme da sala, pensando se iria ou não para primeira aula. Tomei banho e café, ri com as meninas, me aprontei e desisti de sair de casa quando um toró começou a cair de repente. Agora estou aqui, escrevendo isso enquanto observo as gotinhas se formarem na janela.

Alguns dias simplesmente valem a pena só por serem assim, pitorescos.